O jardim, 2013
Site-specific, desenho com caneta acrilíca, impresso digital.

Registros fotográficos Ding Musa
O jardim evoca duas paisagens sobrepostas:
A primeira está desenhada nos vidros do hall de entrada do edifício. Durante o dia, ela se mistura à visão do exterior, diluindo-se no jardim real e no que se vê através do vidro. À noite, porém, vista do lado de dentro, essa paisagem se revela como uma presença fantasmagórica — a silhueta de um paraíso perdido, que insiste em retornar como espectro.
A segunda se projeta ao longo da rampa circular, na forma de um papel de parede digital. Nela, a vegetação atual que circunda o edifício é rearticulada em outra lógica, apontando para uma pós-natureza que, em silêncio, se reestabelece para algo próximo do que era antes, apagando lentamente os humanos.


O Jardim, por Rejane Cintrão
A instalação O Jardim de Daniel Caballero promove um diálogo entre o espaço interno e externo do Espaço Cultural do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Utilizando desenhos feitos com canetas de tinta branca, o artista retrata uma paisagem de floresta em escala real nas janelas, criando uma integração visual com o jardim externo, inspirado no cerrado paulista e capturado por fotografias do próprio artista. Além disso, as imagens nas portas dos elevadores e na rampa de acesso ao coffee shop evocam o jardim ao redor do hospital, remetendo a um universo virtual similar ao do filme Avatar, com plantas criadas digitalmente.
Essa obra convida os visitantes a apreciarem esse "jardim de linhas" e a refletirem sobre a conexão entre os ambientes natural e artificial, bem como a beleza do jardim externo como fonte de inspiração.
