DESCOLONIZATION!!!

PIQUENIQUE INTERNACIONAL DE 

DESCOLONIZAÇÃO

DA PAISAGEM VEGETAL MUNDIAL

  "Se o Cerrado Infinito é a flora, as pessoas são sua fauna possível em movimento. Um território ativado para criar uma cultura campestre bem no meio de uma das maiores cidades do planeta.  São o ócio compartilhado, os exercícios de pensamento ao ar livre, e as ações criadas na interação com as plantas,  os mecanismos que o projeto propõe para a curar nossos males coloniais."

DEXCOLONIZATION!!! #10, 2019, Cerrado Infinito, Praça da Nascente ou Homero Silva.

Com dez edições realizadas, DESCOLONIZATION!!! Picnic Internacional de Descolonização da Paisagem Vegetal Mundial, é um evento que se realiza dentro do Cerrado Infinito, como parte do processo de recriar o cerrado de São Paulo.  O Cerrado Infinito, estabelecido como uma paisagem vegetal, não consegue recriar a fauna do cerrado, e sem essa relação entre fauna e flora, não podemos considerar seu território como um cerrado real, com suas plenas interações biológicas, a vegetação apenas existe por que de algum modo é permitida pelos usuários do parque, pela prefeitura, e mantida pelo projeto.      
Seja como for,  esse não é um objetivo, e sim o de criar um cerrado cultural e um ecossistema artístico filosófico, onde as pessoas são a fauna,

e o evento DESCOLONIZATION!!! uma celebração das experiências e vivências delas com a vegetação. O evento potencializa a caminhada pela trilha imersiva, e propõe a ocupação dessa paisagem com arte, conversas, reflexão e lazer, aumentando o convívio e afetando o entendimento que se tem sobre natureza e as relações com a cidade. Sem hierarquias todas as ações são iniciativas espontâneas, e o evento tem apresentado produções no contexto de não se viabilizarem facilmente fora do mercado de arte, por serem imateriais, e raramente resultarem em algum produto a não ser o próprio pensamento e o registro da ação. Também apesar de ser um evento lúdico, não tem nenhum compromisso com entretenimento, e não existe nenhuma pressão sobre como apresentar os trabalhos, ou a obrigação de ter que mostrar alguma coisa inédita, algumas vezes o mesmo trabalho é apresentado em várias edições,

com versões que mudam, conforme os processos são influênciados pelo contexto da paisagem. As conversas, trazem assuntos relacionados, ou catalisam as reflexões propostas, trazendo maior entendimento do local que ocupamos na cidade, sua história e desenvolvimento, em geral, á partir de uma visão naturalista. Já foram apresentadas palestras, conversas, números de dança, obras de arte sonora, performances, oficinas de desenho, técnicas de jardinagem e de restauração vegetal, videos, comidas do cerrado entre outras atividades, que caracterizam o Cerrado Infinito como um ateliê aberto.